quarta-feira, 19 de julho de 2023

ORGANIZAÇÃO DA TRAVESSIA DA SERRA DO TABULEIRO: Equipamentos, o que levar, o que vestir no corpo e no espírito!

O Parque Estadual da Serra do Tabuleiro é a maior unidade de conservação de proteção integral de Santa Catarina, ocupando cerca de 84.130 hectares — aproximadamente 1% do território do estado. Criado em 1975, o parque abrange nove municípios, incluindo Florianópolis, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz e Imaruí. 

Localizado em uma região estratégica da Mata Atlântica, o parque abriga cinco das seis principais formações vegetais desse bioma no estado: restinga, manguezal, floresta ombrófila densa, floresta com araucárias e campos de altitude. Essa diversidade de habitats sustenta uma rica biodiversidade, incluindo espécies ameaçadas como pumas, antas, jacarés-de-papo-amarelo e o preá-das-ilhas, além de ser um importante criadouro natural de aves marinhas no arquipélago de Moleques do Sul. 

O parque também é essencial para a preservação de recursos hídricos, protegendo nascentes de rios como o Vargem do Braço, Cubatão e D’Una, que abastecem a Grande Florianópolis e o litoral sul catarinense.

Para os visitantes, o parque oferece centros de visitantes em Palhoça, Imaruí e São Bonifácio, com trilhas ecológicas e atividades de educação ambiental. Destacam-se atrações como o Morro do Cambirela, com 1.052 metros de altitude, e o Rio Cubatão, propício para a prática de rafting. 

Em resumo, o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro é um patrimônio natural de grande importância ecológica, científica e turística para Santa Catarina.


Para as Mulheres na Natureza o Parque Estadual Serra do Tabuleiro - o PAEST, é realmente um lugar sem igual!

Um lugar sem igual onde poucas mulheres já estiveram. Os desafios para chegar potencializam a superação, o silêncio absurdo oportuniza a reflexão, a paisagem única, o vazio, o tudo e o nada. Um lugar ímpar de onde ninguém volta a mesma pessoa que foi, a transformação é inevitável!

São três dias de caminhada sobre as montanhas sobre terrenos desregulares e desnivelados, com trechos por águas, terra, pedras, campos de altitude e mata atlântica, com subidas e descidas de montanhas carregando cada uma sua própria mochila cargueira com os seus equipamentos.

Nível: difícil

Distância: Uma média de 9 km por dia, total de 27 km para os três dias

Altitude alcançada: 1222 m

O cenário inóspito da Serra do Tabuleiro permite grandes revoluções interiores, o nada é o tudo que se precisa para dar um tempo para a mente, a condição ideal para profundas reflexões, sem dúvidas é uma grande oportunidade de autoconhecimento e para medir o autocontrole diante das condições que as montanhas oferecem.

O grupo exclusivamente feminino para essa Travessia é um fator chave para a vibração da energia feminina, conversas e compartilhamentos dos nossos assuntos entre amigas que estão juntas nessa jornada de descoberta e ressignificação.

A nossa organização é profissional.

O QUE ESTÁ INCLUSO
  • Traslado de Florianópolis para o ponto de início da travessia
  • Resgate ao término do 3º dia no ponto final da travessia para retorno à Florianópolis
  • Alimentação coletiva:
  • Dois jantares de montanha
  • Dois cafés da manhã de montanha
  • Condução por guia profissional treinada, experiente e credenciada para conduzir pessoas no Parque Estadual Serra do Tabuleiro
  • Organização e preparo passo-a-passo das participantes sobre alimentação, equipamentos, organização da mochila, o que vestir e o que levar, através de vídeos ilustrativos, materiais escritos em PDF e grupo de whatsapp.
  • Seguro Aventura
  • Grupo exclusivamente feminino
*Aluguel de equipamentos: mochila cargueira, barraca, isolante térmico e saco de dormir

O período da temporada de travessias é de junho à início de setembro, época do ano em que o clima está mais favorável, friozinho, menos chuvas e o solo do campos de altitudes menos encharcado.

Para conduzir grupos no modo comercial no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, que é quando o participante paga para realizar a aventura,  é necessário que a(o) guia tenha a credencial certa que autoriza a conduzir pessoas e grupos no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro - PAEST. 

Texto e imagens de uso exclusivo das Mulheres na Natureza, é proibida a cópia ou reprodução.





O QUE VESTIR E LEVAR – ROUPAS e CALÇADOS

  • Boné / bandana / gorro
  • Um par de botas de caminhada ou tênis em ótimo estado com garras no solado, que não esteja guardado há muito tempo sem uso, pois estes descolam a sola no caminho
  • Uma muda de roupas para caminhar - para usar todos os três dias a mesma roupa:
  • Uma calça para atividade outdoor, de trilha ou legging
  • Três camadas de blusas para aquecimento, conforme segue:
  • Três camisetas mangas longas (segunda pele) - uma para cada dia
  • Uma blusa fleece
  • Uma jaqueta anorak - com capuz, forro e que também serve como corta-vento
  • Quatro pares de meias de tamanhos médio ou longo - um par para cada dia da travessia e um par reserva
  • Uma muda de roupas para dormir na barraca - para usar a mesma nas duas noites em que passaremos acampadas nas montanhas, sugestões:
  • Meia-calça de lã
  • Calça de soft
  • Um meião de lã
  • E as demais peças para compor o figurino da roupa de dormir repete mesmas usadas também para caminhar: camiseta, fleece e cabe até colocar a jaqueta anorak por cima se precisar para aquecer à noite também.
O QUE LEVAR - ITENS DIVERSOS

  • Água (1litro) - não precisa carregar muita água pois tem água na montanha para reabastecer conforme a gente caminha
  • Apito 
  • Bastão de caminhada
  • Capa de chuva
  • Clorin (purificador de água)
  • Documento de identificação (ex: carteira de identidade)
  • Filtro solar - pequeno, somente a quantidade suficiente para rosto, pescoço e mãos
  • Itens de higiene pessoal (Lenço umedecido, escova e pasta de dentes)
  • Joelheira - para descer a montanha no 3º dia da travessia
  • Lanches para três dias de caminhada (barra de cereal, chocolate, grãos, sanduíches...)
  • Lanterna - de cabeça e um jogo de pilhas extras
  • Lenço umedecido - para higiene do corpo de uma forma geral
  • Luvas - de caminhada, pode ser também o modelo simples, de jardinagem
  • Óculos de sol e/ou grau
  • Pratinho e talheres - plástico ou alumínio
  • Sheettube ou pazinha para enterrar coco 
  • Remédios de uso pessoal 
  • Repelente

*Tudo na versão minimalismo - somente o que for usar para o período da travessia

O QUE LEVAR - ITENS DE ACAMPAMENTO

  • Mochila cargueira 
  • Capa para a mochila
  • Barraca 
  • Saco de dormir 
  • Isolante térmico 

VEJA A DESCRIÇÃO DO QUE SERIA O IDEAL DOS EQUIPAMENTOS LISTADOS ACIMA:

MOCHILA CARGUEIRA

A mochila cargueira ideal para mulheres em travessias de montanha precisa ser ergonômica, ajustada ao corpo feminino e eficiente na distribuição de peso, além de resistente e funcional para longas distâncias. Abaixo estão as principais características a considerar:

1. Capacidade adequada
  • Volume: entre 50 e 70 litros (ideal para travessias de 3 a 7 dias).

  • Acima de 65L só se carregar equipamentos de inverno ou for autossuficiente por muitos dias.

  • Mochilas muito grandes sobrecarregam — o ideal é otimizar o peso e o volume.

2. Formato e estrutura anatômica feminina

  • Costado mais curto, adaptado a troncos menores.

  • Alças de ombro com curvatura anatômica, que evitam pressão sobre o busto.

  • Cinturão abdominal acolchoado e ajustável à largura da pelve feminina.

  • Mochilas específicas para mulheres são mais confortáveis e evitam lesões por atrito ou má distribuição de carga.

3. Sistema de ajuste do costado (altura das costas)

  • Permite ajustar a mochila à altura do tronco, essencial para manter o centro de gravidade estável.

  • Modelos com regulagem fina evitam sobrecarga em ombros ou quadris.

4. Boa transferência de peso para o quadril

  • Cinturão lombar largo e firme (mas confortável), que transfere de 70% a 80% do peso da mochila para os quadris.

  • Reduz fadiga nos ombros e melhora a estabilidade durante a caminhada.

5. Boa ventilação nas costas

  • Sistema de ventilação (costado em tela suspensa ou canais de ar) ajuda a reduzir suor e desconforto.

  • Importante em ambientes úmidos ou quentes.

6. Aberturas e bolsos acessíveis

  • Acesso frontal (tipo mala), lateral e pelo fundo para facilitar a organização.

  • Bolsos laterais expansíveis, bolsos na tampa e no cinturão para itens de rápido acesso (snacks, mapa, celular, etc.).

7. Materiais resistentes e leves

  • Tecidos como nylon ripstop ou poliéster de alta densidade.

  • Costuras reforçadas, especialmente nas alças e pontos de maior tração.

  • Peso da mochila vazia entre 1,8 kg e 2,5 kg (quanto mais leve, melhor, sem abrir mão da durabilidade).

8. Recursos adicionais úteis

  • Compartimento separado para saco de dormir.

  • Capa de chuva embutida.

  • Fitas de compressão lateral e inferior.

  • Fitas externas para bastões, isolante térmico, piqueta ou crampons.

  • Compatibilidade com sistema de hidratação (refil de água).


CAPA DA MOCHILA

A capa de mochila cargueira é um item simples, mas extremamente útil em travessias de montanha. Seu principal papel é proteger a mochila e seus conteúdos da chuva, umidade e sujeira, o que é essencial em ambientes instáveis e de difícil acesso. Abaixo estão os principais benefícios:

1. Proteção contra chuva e umidade

  • Evita que o conteúdo da mochila (roupas, saco de dormir, eletrônicos, etc.) fique molhado.

  • Fundamental em travessias com clima instável, garoa constante, neblina ou tempestades.

2. Evita acúmulo de lama e sujeira

  • Protege a parte externa da mochila em trilhas com barro, vegetação densa ou lamaçal.

  • Facilita a limpeza após a trilha.

3. Aumenta a durabilidade da mochila

  • Reduz o desgaste do tecido externo e zíperes por abrasão de galhos, pedras ou exposição direta ao sol e umidade.

4. Melhora a visibilidade e segurança

  • Muitas capas têm cores vivas ou detalhes refletivos, facilitando a localização do caminhante em neblina, áreas de mata fechada ou ao entardecer.

  • Útil em situações de emergência ou resgate.

5. Ajuda a reduzir a retenção de água na mochila

  • Mochilas com tecidos resistentes à água ainda podem encharcar com chuva contínua. A capa forma uma barreira adicional e mais eficiente.

6. Adaptação prática e leve

  • É leve (geralmente entre 100g e 250g) e compactável — cabe em qualquer bolso da mochila.

  • Fácil de colocar e retirar rapidamente durante mudanças de tempo.

7. Protege itens externos amarrados na mochila

  • Protege isolantes, tênis, bastões ou qualquer equipamento preso do lado de fora da mochila.


Dica extra:

  • Mesmo com a capa, é recomendado usar sacos estanques ou sacos plásticos internos para garantir que itens essenciais fiquem 100% secos (roupas, eletrônicos, comida).

  • Capas com elástico e fecho ajustável se fixam melhor e não saem com o vento.

BARRACA

A barraca ideal para travessias de montanha precisa equilibrar leveza, resistência às intempéries e praticidade no transporte e montagem. Abaixo estão as principais características que ela deve ter:

1. Peso leve e compacta

  • Peso total: até 2,5 kg para 1 ou 2 pessoas.

  • Volume dobrado: compacta o suficiente para caber facilmente na mochila.

  • Importante em travessias longas com ganho de elevação.

2. Boa resistência ao vento

  • Estrutura aerodinâmica, com perfil baixo e formato que favorece a dispersão do vento.

  • Varetas de alumínio (mais leves e resistentes que as de fibra de vidro).

  • Estabilidade estrutural em áreas expostas, como cumes e cristas.

3. Impermeabilidade confiável

  • Coluna d’água: idealmente acima de 3.000 mm no sobreteto e 5.000 mm no piso.

  • Costuras seladas e zíperes protegidos contra chuva.

  • Piso com material resistente à abrasão e infiltração.

4. Boa ventilação

  • Múltiplas aberturas com tela (mesh) e janelas ou dutos para evitar condensação interna.

  • Importante para regiões frias, úmidas ou com grandes variações térmicas.

5. Dupla camada (sobreteto + quarto interno)

  • Ajuda a manter temperatura interna mais estável.

  • Melhora a impermeabilidade e o conforto térmico.

  • Permite o uso do sobreteto sozinho em situações mais leves.


SACO DE DORMIR

O saco de dormir ideal para mulheres em travessias de montanha precisa proporcionar conforto térmico, leveza e bom isolamento, respeitando as particularidades do corpo feminino, que tende a sentir mais frio em regiões como pés e quadril. A seguir, as características mais importantes:

1. Temperatura de conforto adequada (não só o limite!)

  • Mulheres devem se basear sempre na temperatura de conforto, não na de limite.

  • Para montanha, idealmente:

    • Conforto entre 0 °C e 5 °C para travessias em clima frio ou de altitude no Brasil.

    • -5 °C ou menor se for para alta montanha ou áreas com geada (como Serra Fina ou Patagônia).

2. Formato anatômico feminino

  • Mais estreito nos ombros e mais largo nos quadris, para encaixar melhor no corpo feminino.

  • Ajuda a manter o calor mais próximo do corpo e evita pontos de frio.

  • Modelos femininos também costumam ter isolamento extra na região dos pés e tronco (onde as mulheres perdem mais calor).

3. Isolamento térmico eficiente

  • Pluma de ganso (down): mais leve e compactável, ótimo isolamento, porém mais caro e exige cuidado com a umidade.

  • Fibra sintética (poliéster, hollow fiber, etc.): mais pesada e volumosa, mas mantém o calor mesmo úmido. Ideal para regiões com muita umidade ou para iniciantes.

4. Peso e volume compactos

  • Ideal pesar entre 900g e 1,6kg (dependendo da temperatura e tipo de enchimento).

  • Deve ser fácil de comprimir para caber na mochila cargueira.

  • Modelos de pluma são bem mais compactos — ótimos para travessias de vários dias.

5. Formato tipo sarcófago (múmia)

  • Essencial para travessias de montanha.

  • Mais justo ao corpo → menos ar para aquecer → mais eficiência térmica.

  • Deve ter capuz ajustável para proteger a cabeça do frio (por onde se perde muito calor).

6. Recursos adicionais importantes

  • Zíper com trava e proteção contra vento (flap).

  • Bolso interno para guardar itens sensíveis (como baterias ou celular).

  • Zíper lateral até o pé para ventilação e mais conforto em noites mais quentes.

  • Compartimento para os pés mais largo (box foot) para evitar compressão térmica.



ISOLANTE TÉRMICO

O isolante térmico ideal para travessias de montanha deve oferecer eficiência na retenção de calor, conforto para o sono e baixo peso, considerando que as mulheres geralmente sentem mais frio, especialmente ao dormir. Abaixo estão as principais características a observar:

1. Alto poder de isolamento térmico (valor R)

  • R-Value (valor R): indica a capacidade de isolamento térmico do isolante.

    • R ≥ 3,5 → adequado para climas frios (montanhas do Brasil).

    • R ≥ 4,5 a 5,5 → ideal para clima de alta montanha, áreas com geada, neve ou vento frio constante.

  • Mulheres costumam precisar de maior valor R que os homens para garantir o mesmo conforto térmico.

2. Comprimento e largura adequados

  • Deve cobrir ombros até os pés, evitando que partes do corpo fiquem fora do isolante (o que causa perda de calor).

  • Algumas marcas oferecem modelos femininos mais largos nos quadris e mais estreitos nos ombros, melhorando o encaixe e o conforto térmico.

3. Tipo de isolante

  • Inflável com isolamento interno (ex: Therm-a-Rest, Sea to Summit Insulated):

    • Excelente isolamento, compactável, confortável e leve.

    • Pode ter isolamento em espuma ou material refletivo (Thermal Reflective Layer).

  • Auto-inflável:

    • Boa combinação entre conforto e praticidade.

    • Um pouco mais pesado e volumoso, mas confiável e mais resistente ao frio do chão.

  • EVA aluminizado (isolante de espuma):

    • Mais barato, resistente, leve e simples.

    • Baixo conforto e menor isolamento (R-Value entre 1 e 2) — pode ser usado como camada adicional sob outro isolante inflável para climas frios.

4. Conforto para o sono

  • Mulheres têm sono mais sensível ao frio, e geralmente dormem de lado → isolantes com espessura ≥ 5 cm (nos infláveis) são mais confortáveis.

  • Superfície com textura antiderrapante ajuda a manter o saco de dormir no lugar durante a noite.

5. Peso e volume

  • Para travessias, o peso ideal é entre 300g e 700g (inflável ultraleve) ou até 1kg (auto-inflável).

  • Deve ser compactável o suficiente para não ocupar muito espaço na mochila.


BASTÃO DE CAMINHADA

O uso de bastões de caminhada em travessias e trekkings oferece uma série de benefícios físicos, técnicos e de segurança. Eles são especialmente úteis em terrenos acidentados, subidas íngremes, descidas longas e caminhadas com carga. Abaixo estão os principais:

1. Reduz o impacto nas articulações

  • Diminui a sobrecarga nos joelhos, tornozelos e quadris, especialmente em descidas longas.

  • Muito benéfico para pessoas com histórico de dores nas articulações ou lesões.

2. Melhora o equilíbrio e a estabilidade

  • Oferece quatro pontos de contato com o solo (em vez de dois), aumentando a estabilidade em:

    • Terrenos irregulares

    • Travessias de rios

    • Trechos com lama, neve ou pedras soltas

3. Aumenta a eficiência na subida

  • Ajuda a impulsionar o corpo usando a força dos braços e ombros.

  • Alivia a fadiga muscular nas pernas durante aclives intensos.

4. Reduz o cansaço geral

  • Distribui o esforço físico entre membros superiores e inferiores.

  • Caminhadas longas com mochila pesada se tornam menos exaustivas.

5. Melhora a postura e respiração

  • Estimula uma postura mais ereta, abrindo o tórax e facilitando a respiração.

  • Evita curvaturas excessivas da coluna, comuns com mochilas cargueiras.

6. Aumenta a segurança

  • Serve de apoio em situações instáveis ou escorregadias.

  • Pode ser usado para testar a firmeza do terreno à frente (ex.: buracos, pedras soltas).

  • Também útil para afastar vegetação, galhos ou até animais pequenos.

7. Ajuda no ritmo e cadência

  • Bastões podem ser usados para manter um ritmo constante e economizar energia ao longo do tempo.

8. Versatilidade

  • Pode ser usado como estrutura de abrigo leve (ex.: tarp ou lona ultraleve).

  • Serve de suporte em primeiros socorros improvisados (ex.: tala para imobilização).


















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Meu nome é Ione Maculan, sou guia de turismo de Santa Catarina, idealizadora das Mulheres na Natureza e escritora desse blog.

As informações são resultado de anos de experiência no turismo de aventura oferecendo ações como hiking, trekking e travessias, ensinando as mulheres sobre organização, equipamentos e comportamento no ambiente natural.

As fotos são de uso exclusivo das Mulheres na Natureza, não podem ser copiadas ou reproduzidas por qualquer motivo e de qualquer maneira, sob pena de agravantes judiciais.


CAMINHO BRASILEIRO DE SANTIAGO DE COMPOSTELA

Desde 2019 realizamos o Caminho Brasileiro de Santiago de Compostela. Cumprimos o trajeto oficial do Caminho Brasileiro de Santiago de Compostela, em Florianópolis, trecho com 24 quilômetros, no tempo estimado de 9 horas.

Partimos de Canasvieiras e passamos pelas 4 Igrejas que compõem o trajeto oficial: Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe (Canasvieiras), Igreja de São Pedro (Ponta das Canas), Nossa Senhora dos Navegantes (Ingleses) e Santuário Sagrado Coração de Jesus (Ingleses).


As participantes receberão a credencial oficial do Caminho, esse percurso é oficialmente integrado ao trajeto histórico de La Coruña a Santiago de Compostela na Espanha.

Santiago de Compostela é uma trilha de 1200 anos que atravessa a Europa, por ele passaram personalidades ilustres como o Imperador Júlio Cesar, o Apóstolo Thiago que emprestou o nome à trilha, São Francisco de Assis e Napoleão Bonaparte.

Desde o século 9, homens e mulheres percorrem o caminho de Santiago de Compostela, rota de peregrinação mais famosa da Europa, o destino é a Catedral de Santiago de Compostela, onde se acredita estar o túmulo do Apóstolo de São Thiago (Santiago).

Seja por motivo religioso, por misticismo, por curiosidade histórica ou para realizar uma grande aventura, o fato é que mais de 320 mil pessoas percorrem por ano o caminho, a pé, de bicicleta, a cavalo e até de burro. Os dois lugares de partidas mais comuns são: Saint-Jean-Pied-de-Port na França e Roncesvalles na Espanha.

As caminhadas são coletivas ou individuais e costumeiramente são organizadas para serem realizadas em 30 dias.

Contam os peregrinos que a primeira semana é uma adaptação para a fase do corpo, de desapego, lidar com as dores, com o peso da mochila, é o caminho dizendo que estão realmente no caminho. Ao ultrapassarem a primeira semana, o peregrino vai desapegando das coisas e passando a fase do corpo e entrando na fase da mente, as emoções começam a aflorar e  nessa fase muitas pessoas não conseguem lidar consigo mesmas e têm mais dificuldades nessa semana.

A turista reclama. A peregrina agradece. Caminhar é preciso. Conversar consigo mesma é preciso. A peregrina faz o caminho e o caminho passa pela peregrina. Assim como se leva algo do caminho também deixamos algo nele. Deixamos principalmente as coisas que não fazem bem. Os depoimentos são muitos e o alcance do equilíbrio da vida também.

O que aprendemos no caminho, levamos para a vida toda, a quem diga que amplia o olhar sobre a vida e também o coração, pela simplicidade e respeitando as diferenças de cada pessoa, esteja no grupo da caminhada ou em outros peregrinos encontrados no caminho, perceber tudo isso é se perceber, quando conhecemos o outro nos conhecemos.

A felicidade não é chegar em algum lugar, a felicidade é o caminho!

O Caminho Brasileiro de Santiago de Compostela é realizado pelas Mulheres na Natureza poucas vezes ao ano, uma data marcante é próximo ao Dia de Santiago - 25 de julho, trazendo o nosso Caminho para o domingo mais próximo à essa data.




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Meu nome é Ione Maculan, sou guia de turismo de Santa Catarina, idealizadora das Mulheres na Natureza e escritora desse blog.

As histórias são todas verdadeiras porém são escritas sob meu ponto vista.

As fotos são de uso exclusivo das Mulheres na Natureza, não podem ser copiadas ou reproduzidas por qualquer motivo e de qualquer maneira, sob pena de agravantes judiciais.

terça-feira, 18 de julho de 2023

MONTANHAS GRANDES

MONTANHAS GRANDES

Para toda evolução é preciso cumprir as etapas e compreender que a evolução depende do exercício em escala.

Para subir montanhas grandes é preciso um dia começar a caminhar no ambiente natural, fazer trilhas de níveis fáceis, depois evoluir para as de níveis moderado, difícil e muito difícil. Não vejo alguém se tornar boa em grandes montanhas sem ter passado pelas pequenas antes. Esse processo pode durar anos ou o tempo em que a persistência existir. Todo sucesso é construído tendo a constância, a frequência e a melhoria contínua como principais ingredientes. Assim se constrói uma Tigra.

Tigra é o codinome das Mulheres que sobem montanhas grandes, um apelido carinhoso e reconhecimento de que essa mulher é rara. As Tigras das montanhas altas das Mulheres na Natureza são aquelas que sobem montanhas maiores, como exemplo, deixo a seguinte escala: Morro do Cambirela (SC), Travessia de três dias na Serra do Tabuleiro (SC), Pico Paraná (PR) e Pico dos Marins (SP).

As montanhas altas mexem profundamente com o nosso eixo, nos proporcionam experiências únicas e totalmente diferentes de tudo o resto porque nos põem à provas desafiadoras. `Para enfrentá-las é preciso ótimo condicionamento físico e muito equilíbrio emocional para lidar com situações adversas que as montanhas podem apresentar sem aviso prévio. As montanhas altas formam guerreiras, as montanhas altas curam e transformam. Sem duvidas separam as meninas das mulheres.

Pico Paraná (PR)

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Meu nome é Ione Maculan, sou guia de turismo de Santa Catarina, idealizadora das Mulheres na Natureza e escritora desse blog.

As histórias são todas verdadeiras porém são escritas sob meu ponto vista.

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EQUIPAMENTOS PARA ACAMPAMENTO EM MONTANHAS

COMPREENDA O QUE SERIA O IDEAL DOS EQUIPAMENTOS PARA ACAMPAMENTOS EM MONTANHAS Neste texto explico a descrição técnica do que seria o ideal ...